inicio | notícias | testemunhos | contactos  
Rancho Folclórico   Grupo de Bombos   BTT/Ciclismo   Pedestrianismo
Continuaremos a dar uma imagem do Antigamente ainda tão presente. Constituído por cerca de 20 elementos, este grupo de zé-pereiras pertence à grande Família ACRTX. Mantemos a organização anual dos nossos Passeios, procurando sempre percursos novos e interessantes. Mais do que andar a pé, o pedestrianismo é uma actividade praticada em permanente contacto com a natureza.
ver mais ver mais ver mais ver mais
 
Actividades
 
16   17ª Desfolhada Tradicional
SET
Ver tudo
Notícias
MAIS UMA GRANDE PRESTAÇÃO EM FRANÇA DA EQUIPA SKODA IRMÃOS LEITE | BIKEBOX | ACRTX
[ler mais]
17ª Caminhada da Primavera
[ler mais]
Jogo da Panela em Domingo de Páscoa é uma tradição da aldeia de Tourencinho
[ler mais]
Equipa de ciclismo em tres frentes
[ler mais]
Ver tudo
 
Patrocínios
 
 
Tradições
 

A literatura popular desta aldeia transmontana é muito rica, sendo inúmeros os provérbios utilizados por estas gentes nas mais variadas actividades do seu quotidiano. Eis alguns exemplos:

- Janeiro: geeiro;
- Fevereiro: rego cheio;
- Sol de Março, queima a dama no paço;
- Em Abril, águas mil;
- Maio pardo e Junho claro podem mais que os bois e os carros;
- Junho foicinha no punho;
- Água mole, em pedra dura, tanto dá até que fura;
- A água silenciosa é a mais perigosa;
- A água faz criar rãs na barriga;
- Água fervida tem mão na vida;
- Água, da serra; sombra, da pedra;
- Quem tem bom vinho, tem bons amigos;
- Sopa acabada, boca molhada;
- Por cima de melão, vinho de tostão;
- Alegrai-vos tripas que aí vem o vinho;
- Vinho e linho só são frios um bocadinho;
- Caldo sem pão, só no inferno o dão;
- Bem jejua quem mal come;
- Quem se deita sem ceia, toda a noite rabeia;
- Se não queres engordar, come e bebe devagar;
- O que não mata, engorda;
- Pão pela cor, vinho pelo sabor;
- Pão de centeio, melhor no ventre que no ceio;
- Vale mais pão duro que nenhum;
- Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão;
- Pão quente: nem a são nem a doente;
- Março amoroso Abril carrascoso, Maio pardo e Junho claro;
- Com caracóis e figos lampos, não bebas água;
- Ano de ameixas: ano de queixas;
- Ano de feijões: ano de pulgas;
- Ano de figo temporão, ano de pão;
- No tempo dos figos, não há amigos;
- São mais as nozes do que as vozes;
- Dá Deus nozes a quem não tem dentes;
- Lua, com circo ao largo: chuva ao perto;
- Lua inclinada não leva água;
- Natal à lareira: Páscoa na soalheira;
- Se a Senhora das Candeias rir, está o Inverno para vir;
- Março chuvoso: São João farinhoso;
- Rigor de nascente: chuva de repente;
- Geada na lama: chuva na cama;
- Vento suão molha no Inverno, seca no Verão;
- Homem de bem, palavra de rei;
- Os homens não se medem aos palmos;
- Homem pequeno, saco de veneno;
- Homem velho e mulher nova: filhos até à cova;
- Pelo São João, ceifa o pão;
- Pelo São João, deve o milho cobrir o cão;
- Ano de nevão: ano de pão;
- Quem bem ceia, bem dorme;


As gentes de Tourencinho têm vindo a transmitir, de geração em geração, histórias e lendas relacionadas com a aldeia, das quais se destaca a Lenda dos Xudreiros e Lenda do Grande Lago.


Lenda dos Xudreiros

Segundo a lenda, a povoação de Tourencinho foi fundada pelos Xudreiros, antigo povo que estava sediado na Serra da Falperra e que, no século XII, desceu para o Vale do Corgo, por causa de uma devastadora invasão de formigas.

Sabe-se que, alguns anos antes, no lugar do planalto denominado de Lameirão, existiu um povo que se dedicava à agricultura e à criação de animais. Os vestígios existentes mostram que esse povo vivia em casas rectangulares, com uma única entrada. Nas imediações desse local, foram encontrados alinhamentos de pedras que terão servido para dividir o terreno em propriedades, assim como antas com pedras em círculo, que sustentam a hipótese de aí ter existido um cemitério ou um local de culto. Para além desses vestígios, salienta-se o “marco xudreiro” que servia, provavelmente, para delimitar o território desse povo.

 

Lenda do Grande Lago

Conta a lenda que a planície onde está localizada, actualmente, a freguesia de Telões estava, outrora, submersa por água, formando um grande lago, devido a uma barragem natural da garganta do Covelo. Diz-se que, depois, um fidalgo ordenou que a barragem fosse cortada, tendo a água escoado e originado o Rio Corgo. As camadas de barro que se encontram entre Barreiro e Carrica comprovam que aí existiu, em tempos idos, um lago.

 

Desfolhadas do Milho

Malhadas do Centeio

Abrir as cancelas ao Entrudo

Matança do Porco

Serração da Velha

No Carnaval, era habitual, há alguns anos atrás, fazer-se a “Serração da Velha”. Esta tradição dizia que os jovens da aldeia deviam ir serrar um tronco de madeira em frente à porta de uma pessoa mais idosa, gritando “Serra a Velha”.

Actualmente, estas tradições são realizadas pela Associação.

 

Tição

Uma das tradições que ainda é preservada pelas gentes de Tourencinho é a do “Tição”, segundo a qual um enorme madeiro de castanheiro, trazido da montanha pelos jovens, é depositado, a partir do dia 24 de Dezembro, no centro da aldeia. Esta tarefa é desempenhada pelos jovens mancebos (inspecção militar). Este costume tão antigo é uma ocasião de reencontro e de diversão.

 

Festas Religiosas

As tradições deste povo sobressaem, igualmente, através das suas festas religiosas. Assim, nesta simpática aldeia da Freguesia de Telões, realizam-se festas em honra de: São Jorge, no segundo Domingo de Abril, com a habitual "Bênção do Gado", São João, em 24 de Junho, destacando-se por ser uma das festas de maior relevo na freguesia, com carácter rotativo pelas várias aldeias e Santa Luzia, dia 13 de Dezembro. De salientar que as festas têm a duração de um fim-de-semana.